Diretriz de “plástico zero” é implementada no canteiro de obras do Campus Arandu
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Medida prevê a substituição de materiais plásticos de uso
único por utensílios reutilizáveis
Desde o início da retomada das obras do novo Campus Arandu,
o consórcio MPD Ankara UNILA, em parceria com o Escritório das Nações Unidas de
Serviços para Projetos (UNOPS), vêm implementando uma política de eliminação de
uso de plásticos únicos no canteiro de obras. Através principalmente da
substituição de copos descartáveis por kits de utensílios reutilizáveis
entregues aos trabalhadores, a medida mantém o foco na redução do impacto
ambiental e na promoção de condutas sustentáveis durante todas as etapas da
construção.
A implementação da política de “plástico zero” surgiu como
uma alternativa para resolver um problema crítico de logística e descarte no
canteiro. Segundo Lilian Martins Sobral, técnica ambiental do Consórcio MPD e
Ankara UNILA, a geração de resíduos plásticos era volumosa e os itens acabavam
espalhados pela área de trabalho. “Isso foi um ganho muito grande para o meio
ambiente, pois aqui em Foz do Iguaçu a associação de recicladores não tem
interesse no copo plástico, ou seja, tudo ia para o aterro”, destaca.
Para viabilizar a proibição, a equipe do consórcio, com o
incentivo do UNOPS, entregou bolsas, garrafas e canecas reutilizáveis para cada
colaborador. Com a bolsa, os trabalhadores conseguem carregar recipientes por
todo o canteiro de obra, o que elimina a dependência de bebedouros com copos
descartáveis.
“A gestão de resíduos é um pilar estratégico e parte
essencial da forma como construímos. Quando os projetos lideram iniciativas
como essa, do ‘plástico zero’, eles se tornam o ponto de partida de uma cultura
que se expande. O desafio está na mudança de comportamento, mas o resultado é
muito maior: apoiamos na formação de pessoas que passam a ser agentes de
transformação, dentro e fora do canteiro”, explica Caroline Abreu, gerente de
qualidade, inovação, tecnologia e meio ambiente da MPD Engenharia, empresa
líder do consórcio construtor do Campus Arandu.
A adesão ao novo modelo de consumo também passa por
conscientização e monitoramento das equipes responsáveis do consórcio e do
UNOPS. Os trabalhadores passam por treinamentos contínuos para entenderem seu
papel como agentes multiplicadores da política ambiental, e a expectativa é que
a conscientização acompanhe os colaboradores mesmo após a conclusão das obras.
“Quando todo mundo se compromete, você vê o resultado. Já não vemos mais plásticos descartáveis no canteiro e a
expectativa é que a conscientização ambiental acompanhe os colaboradores mesmo
após a conclusão das obras”, reforça Nicholas Brito, especialista de saúde,
segurança, social e ambiental (HSSE) do UNOPS no projeto.
O controle ambiental no canteiro de obras do Campus Arandu
ainda inclui outras frentes de atuação como: reciclagem de materiais com o
apoio de cooperativas locais, captação de água da chuva para atividades no
canteiro e gestão de resíduos.
Além de ser uma diretriz em projetos do UNOPS, a política de
“plástico zero” está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS) da ONU, como o de cidades sustentáveis e o de combate às mudanças
climáticas. A gestão também segue normas rigorosas, como a ISO 14001 (Gestão
Ambiental) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.